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Claudemir Silva. Tecnologia do Blogger.

21 de jun de 2013

A Ethnia Mossis e o Moogho Naaba em Burkina

Entre os MOUSSÍS, principal etnia de Burkina Faso, vai existir a figura do chefe supremo da ethnia. Sobre este homem também estão os títulos de rei, imperador e presidente. Tradicionalmente ele é o Chefe do Reino de Ouagadougou. Seu título na lingua MOORE é Moogho Naaba (Pronunciamos MOGO NABA). Naaba em Moore quer dizer respeito. Oficialmente seus direitos são: Receber ofertas, ser consultado, dar conselhos e receber as mesmas prerrogativas de um presidente. A única diferença é que ele não poderá viajar, pois sua missão é proteger a sua etnia, na prática ele como uma espécie de um guerrilheiro. Na visão dos MOSSIS, este senhor é mais importante do que o Presidente de Burkina Faso, Blaise Campaoré. Segundo informações, por causa das tradições étnicas, o presidente se prostra diante do Moogho Naaba. Tradicionalmente, sexta feira é o dia em que este chefe faz suas "guerras", ou seja, ela parte para algum lugar para fazer seus rituais. Este senhor sempre caminhará acompanhado de alguns "ministros" também chamados de notáveis que na prática são feiticeiros. São eles: O ministro do sol, o ministro da chuva,etc... Em Burkina também haverá outros reinos e outros chefes, porém nenhum dos demais reinos são tão respeitados como o Reino dos Moussis (dizemos MOSSÍ).


GUERRA E MINISTROS - A influência animista leva o povo do vilarejo a identificar alguns fatos e personagens com tais conotações para valorizar suas crenças.

A Roupa Tradiconal da Etnia MOSSIS

Estas crianças estão vestidas com o tecido e as vestimentas tradicionais da etnia MOSSIS.

 

O Acolher dos Filhos em Outros Lares

Como noutro artigo dissemos que o compartilhar e o ACOLHER como recepção para um visitante são princípios valiosos em Burkina, queremos ressaltar também que este ACOLHER terá ainda outra vertente. Como nesta nação é comum os pais enviarem ou darem um dos seus filhos para que alguém tome conta do mesmo. O beneficiado que pode ser um amigo, um vizinho, um parente, não importa, não dirá não e porque? Primeiro, por uma questão de respeito, consideração e amizade para com quem está lhe dando a criança. Segundo, porque no caso das meninas, esta irá ajudar nos trabalhos domésticos da casa. Neste caso, a garota terá comida, moradia e vestimenta, mas em contrapartida ela servirá como uma espécie de empregada nos lares. Diante deste trato em todo tempo que a menina ou o garoto estiver com o seu tutor, estes pertencem ao mesmo tendo que obedecer e servir em tudo, pois estas são as condições do acolhimento. Nesta cultura algumas detalhes nos chama atenção: Primeiro, a menina não é ouvida pelos pais para saber se ela quer ir, logo, ela terá que obedecer suas ordens. Segundo, dependo da nova família essa menina será explorada por todos sendo a última a dormir e uma das primeiras a acordar. No futuro lar ela será requisitada em todo tempo, seja para dar água, buscar água nos poços, colocar água no balde para que alguém da família tome banho, enfim, ela será sugada por quase todos. O que nos chama atenção aqui é que enquanto nos países ocidentais ter empregada é coisa de rico, em Burkina ter alguém para fazer o serviço doméstico é lugar comum devido as condições econômicas do povo e sua luta por sobrevivência. Diante desta "cultura", no idealismo dos pais, dar o filho para um amigo, parente ou estrangeiro é a certeza de que o mesmo estará melhor do que se estivesse com a própria família. Todavia, no que tange as meninas, a realidade pode ser completamente diferente. Ler também.

A Hospitalidade e o Compartilhar da Refeição em Burkina

Outro aspecto marcante na cultura burkinabe está na hospitalidade e na divisão da comida entre o povo. Culturalmente, a primeira coisa que o anfitrião oferece ao visitante é uma cadeira e a segunda é água. Agora, como o povo não tem o hábito de comunicar a futura visita, geralmente, a dona da casa fará a refeição pensando que a qualquer momento chegará alguém, logo, ela não dirá que não tem comida, ou que não esperava que chegasse alguém como fazem os ocidentais. Lógicamente isto ocorre nas horas das refeições. A questão é: Porque que é assim entre eles? Primeiro por uma questão de identificação entre si como povo, uma vez que a idéia de família é muito abrangente em Burkina, segundo, porque na cosmovisão burkinabe deve-se COMPARTILHAR o que tem, mesmo sabendo que não tem o suficiente para si, porque um dia o anfitrião poderá necessitar e o visitante fará o mesmo com ele, por questão de dever. Na imagem abaixo temos muitos bancos e muitas panelas (de alumínio, branca e verde) guardada nesta casa justamente para poder acolher, fazer festas e comida para o povo em datas marcantes como casamento, batismo, enterro e outros cerimonias. Para a dona casa, estas panelas e bancos são como bens preciosos e símbolo de bom acolhimento. Finalizando, nesta nação COMPARTILHAR e ACOLHER são princípios valiosos. Ler também.


A Construção do Templo em Bobo Dioulasso

Desde de abril de 2012 a SEMADEM (Secretária de Missões da Ass. de Deus de Madureira -RJ, pastor Abner de Cássio Ferreira) tem centralizado os esforços no Projeto CACEMAR. Este projeto é a viabilização de um grande complexo que está sendo construído em Bobo Dioulasso junto ao ministério dos Missionários Mamadou e Rejane Kologo. Caso, queira ver mais fotos desta construção click aqui.


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